segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Abaixo assinado

Ano novo, vida nova. Comentava eu com um amigo meu, na minha curta hora de almoço, o efeito do Natal nas pessoas. Quem disse que gostamos desta época? Quem foi o tolo que inventou esta parvoíce? E porque raio todos festejam a mudança de um dia para outro? Porque é que as pessoas frisam durante o último minuto do dia 31 de Dezembro e logo passam numa berraria histérica, acompanhada de abraços e felicitações quando já é meia noite ? Quem disse que eu queria festejar o novo ano que aí vem? E porque não posso ficar deprimida? E se o ano que tive foi espectacular e não quero festejar um ano vindouro, que não me garante qualquer felicidade e alegria?
É só mais um dia que passa...porque não festejamos todos os outros? Se estamos durante 365 noites, sem fazer qualquer alarido quando o relógio mostra a meia noite, anunciando a passagem para um novo dia do calendário, porque é que temos que fazê-lo na passagem de 31 para 1? E porque tem de ser feriado? Porque é que todos os dias 1 de cada mês não é feriado?

Blagh! Manias de um gajo que não tinha mais nada que inventar...



segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ódios de estimação - O regresso ( com pequena introdução inutil)



Dado a falta de tempo gritante, aliada á preguiça constante e permanente, não tenho tido paciência para escrever neste nobre espaço de tertulia, escarnio e estupidez. Mas a preguiça morreu e a paciência ressurgiu! Alio-me novamente aos meretíssimos 13 e tweezers. Pelo menos até a paciência "redessurgir" e a preguiça "desmorrer"! (eu não disse que era inutil?)
Recomeço, então, com um dos meus post favoritos... Os O.E. vulgo, Odios de estimaçao!
E quantos acumulei eu desde a ultima vez que aqui escrevi.
Vou começar por um que me persegue sempre que bebo mais de 2 bujecas, tenho de entrar numa casa de banho de café e me deparo com luzes que acendem detectores de movimento. Um individuo já está á rasca para expelir pela uretra os restos do sumo de cevada digerido ( e quem gosta de cerveja sabe que aquilo quando baixa á bexiga tem de sair muito rápido sob o risco de sair sem autorização prévia) e ainda tem de andar feito estupido á procura do interruptor. Agarrado ao tomate está e abre a porta da casa de banho para procurar o dito interruptor e..voilá. Faz-se luz!
Entra contente, ferramenta na mão e cá vai limonada. Suspiro de alivio e..apaga-se a luz. Escuro como breu, olha para um lado, olha para o outro, dá um ligeiro passo atrás e..surpresa! Luz! E os pés mijados! Redirecciona-se o caudal e dez segundos depois..pés mijados outra vez!
Pessoal dos cafés com esses detectores maricas.. A cor da minha urina não vêem os vossos urinois nunca mais!
Outro ódio de estimação são aquelas pessoas que gastam mais dinheiro nas despedidas quando estão a falar ao telemovel do que propriamente a falar sobre o objectivo da chamada. Exemplo: "You can dance, you can jump, having the time of your life (isto é o telemovel a tocar)
- ´tou
- méquié?
- Tá-se
- Desce dread. ´tou aqui em baixo á espera.
- Tá
- Até já então vá xau xau xau te já vá xau xau xau xau xau vá xau té logo vá xau xau au
E dizem isto com o volume da voz a decrescer gradualmente até ficar imperceptivel o que dizem e ficamos sem perceber se já desligaram a chamada ou não. E não vamos nós faze-lo para não sermos acusados de "desligar na cara"!
Vou começar a nem adeus dizer. Para terminar um O.E. que me irrita mais que todos os outros. A maltosa que bebe cafés nas bombas de gasolina. Uma fila enorme para pagar "gasolina" numa "bomba de gasolina", um empregado sozinho na caixa e há sempre uma besta que pede café. Na pior da hipoteses tres ou quatro. E ás vezes com cafés a vinte metros da bomba! Vão beber café pó *%&@#$&#!!!
E com um grande falo para todos os visados me despeço.

sábado, 22 de novembro de 2008

Pai Natal: é um Mito ou é Real?


Encontramo-nos em novembro de 2008, talvez o ano mais rápido da minha vida por pouco ou nada ter acontecido...e por ter celebrado o primeiro aniversário na casa dos trinta.
É fdd (é tramado).
Como se não bastasse, cheguei á conclusão de que o pai natal não existe.
Pelo menos como sempre o imaginei. Agora, em pleno início da época natalícia é que me apercebi que o pai natal não é gordo, mas sim magro; não usa um saco enorme cheio de presentes, mas sim uma mochila ás costas com papel lá dentro; e não desce pelas chaminés mas sim trepa pelas janelas e varandas dos prédios.
Já vi um pai natal a subir um segundo andar em pleno dia caramba!!
Foda-se!
Só que não passam dali...
Quando portugal joga, mete-se a bandeira nacional á janela. Quando é natal, o pai natal aparece, mas de uma maneira completamente diferente da que eu esperava.
Sempre ouvi dizer que ele era gordo...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Assalto por esticão

Caros e talvez desconhecidos leitores, tenham medo e precavejam-se.
Precavejam-se porque pouco tempo depois de o meu caro amigo e colega de blog, "virgem", ter postado neste mesmo Conspiração com Inspiração, um texto que retratava a incidência de um assalto (na primeira pessoa, tendo sido ele o principal lesado),aquando da tentativa de lhe furtarem o veículo.
Hoje recorro eu, pelos mesmos meios, ao relato de um assalto por esticão, assistido ao vivo e em primeiro plano (quase tipo close-up) pela minha mesma pessoa.
...
Alfornelos, 27 de outubro por volta das 18.15h (já escuro porque a hora tinha mudado no dia anterior).
Saio de casa, sonolento porque batí uma soneca quando cheguei do trabalho e agora ia regressar.
Saio do meu prédio e dirijo-me distraidamente, com os phones nos ouvidos, para as passadeiras, onde reparo que está uma velhota também nas passadeiras á espera para atravessar. Fico com a consciência de que está um gajo encostado ao muro do predio em frente ás passadeiras, como se estivesse á espera de alguém.
Óbvio que não prestei atenção (não prevejo assaltos!!!).
Assim que encontro oportunidade, atravesso a estrada e assim que vou a meio ouço a velhota a gritar.
Virei-me, no meio da estrada e vejo a velhota aos gritos, de mãos na cabeça, e o gajo a fugir em direcção a um carro que o esperava.
Na altura bloqueei e continuei o meu caminho quando já alguns transeuntes se começavam a aperceber do sucedido.
Antes de ir para o metro fui á esquadra para participar a ocorrência, mas já se encontravam lá mais duas ou três pessoas a fazer o mesmo.
Amanhã posso mesmo ser eu, ou tu.
E eu encaro o roubo como uma ofensa muito grande.
Imaginem uma velhota de mala ao braço na passadeira e um desses bacanos de boina na tola e a boa da argola de ouro nos coiratos, cabelo oxigenado e sobrancelhas tipo vanilla ice(!!!)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ditados (im)populares



É certo e sabido de que os ditados populares fazem parte do nosso dia-a-dia.
Há até quem faça destes, a sua doutrina e filosofia de vida.
Pois que eu venho hoje expressar a minha indignação em relação a alguns dos mais conhecidos e citados ditados que, a meu ver são contraditórios...
Ora cá vai:
"Cão que ladra não morde."
Não?!
Quem vos disse???
Já fui mordido por um cão, e garanto-vos que não foi pela calada, já que o feitor de tal dentada fez questão de ladrar (anunciar) publicamente a toda a S.C.A.O.V (Sociedade Canina dos Arredores de Onde Vivo) e mesmo alguns humanos, que ía meter em prática o acto do fechar dos maxilares, munidos de dentes incisivos (e molares também) enquanto uma mão (a minha) se encontrava no perímetro coberto pelos maxilares, dentes e baba do adorável cão que me mordeu.
Digo adorável porque adoro animais e não condeno o facto de o cão me ter ferrado...realmente tenho um ar ameaçador.
Principalmente para os animais e para as gajas...mas ainda assim há animais que gostam de mim...tipo a minha chefe.
Quero com isto dizer que cão que ladra não morde MAS É O TANAS!!!
Correcto seria: "Cão que ladra teu amigo é!"
E corroboro esta minha teoria, irónicamente, com outro ditado popular: "O Cão é o melhor amigo do Homem"
Assim já encontro lógica no ditado.
De qualquer das maneiras acho que continuo a viver relativamente bem com isto.
Depois temos o "Dá deus nozes a quem não tem dentes"...
...
...Quer dizer...
...
Acho que o ditado correcto seria "Dá deus nozes a quem não morde"
Porquê?
Porque não tem dentes!!!
Logo, "Cão que ladra não morde" deixa automáticamente de existir porque se ramificou em dois ditados lógicos a partir de um ditado sem cabeça, tronco e nem sequer membros caramba!!!
Foda-se!
Já agora também me querem convencer de que "Quem não tem dinheiro não tem vícios" (!!!)
Não queria ter que ser eu a dar-vos esta triste notícia mas quem tem vícios, tem-nos com ou sem dinheiro.
Uma vez mais, correcto seria: "Quem não tem dinheiro teu amigo é."
Oh amigo empresta aí um euro para comprar tabaco...Oh amigo paga lá uma cervejinha aqui ao teu amigo...
Tenho que dizer mais alguma coisa?
As pessoas não se apercebem que "quem te avisa não tem vícios"??? Isso sim, é óbvio!
...
"Deus escreve direito por linhas tortas"...Será que inventaram os cadernos de linhas (direitas) para ver se escrevíamos torto?
Digam-me lá algum romance ou poesia ou ficção que deus ja tenha escrito...
E então. Estava direito ou estava torto?
Hum?
Direito?
ou torto?
"Quando a esmola é grande, o cego desconfia"
Mas se for um paraplégico ou um sem-abrigo já não tem com que se preocupar.
Tá-se bem, não há stress...para a próxima dás-me uma esmola mais pequena...não te preocupes que continuo a confiar em ti (!!!)
"Não tenho dinheiro sequer para mandar cantar um cego"
Claro, o gajo é desconfiado!
E para mandá-lo calar-se, também é preciso pagar?
Como estou aqui para rectificar este tipo de erros, vou dizer-vos mais uma vez como seria o ditado correcto: "Quando a esmola é grande, não tenho dinheiro para mandar cantar um cego".
Se a esmola fosse pequena até lhe financiava o lançamento de um album a solo.
Tenho dito.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Orgulho em ser Português

Recebi um mail aqui à dias, cujo conteúdo achei perfeitamente blogável, considerando o teor do Conspiração com Inspiração e a minha opinião acerca do nosso país e da nossa sociedade.
Por isso passo desde já a copiar o texto desse dito mail, fazendo das suas, as minhas palavras em relação ao assunto em questão...

"-Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.

- Um jovem de 18 anos recebe 200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 depois de toda uma vida do trabalho.

-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.

-O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.



-Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2 000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

-Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.

- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo a WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar mãos.

- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).

- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!

- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por faxe e é engenheiro.

- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!

- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.

- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros.

- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!

-Numa farmacia pagas 0.50EUR por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!


Obrigada Portugal. Estamos orgulhosos."

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Já repararam que o acento no "ô" está incorrecto?

Ou será uma "correção" do novo acordo ortográfico?

terça-feira, 30 de setembro de 2008

1:37 30/07/2008

...até porque se formos bem a ver, se tivéssemos os pés bem assentes na terra, nada disto acontecia. - Diz-me o outro...
Agora se formos a pensar em algo que está para lá dos parâmetros da compreensão universal, então nunca mais lá chegamos!
Porquê? O que é que tu vês de concreto aqui? Nada...
Pronto...Tás a ver?
O que te estou a tentar dizer com isto é que não há nada a dizer em relação ao que teria sido ouvido se não fossem os outros a dizer.
Captaste agora?
Percebeste?
Vamos lá a ver uma coisa..
Imagina que te encontras numa situação daquelas.
Tás a ver?
Agora é só mesmo pensares no que te poderia acontecer, ou no que lhes poderia ter acontecido.
Ou até mesmo a nós!!!
Caso contrário também te digo que não acho que tenha qualquer ligação lógica em relação ao contexto.
Não...não acho que tenha que ser assim.
Apesar de serem muito poucas as vezes que me deparei com tal...
Enfim...eu gosto de não dizer nada por outras palavras.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

E por falar em Stress...

Nada melhor que os emblemáticos Feromona!

domingo, 28 de setembro de 2008

Tumultos Constantes

Desde que vim de férias nunca mais me apeteceu pegar num computador, confesso. Há muito tempo que não usufruía de tempo livre bem passado, tempo esse numa terra algures perdida em Portugal, onde aromas a tomates gigantes, praias selvagens, flores de viúvas em forma de falos e montes algarvios abundam de tal forma que nem a essência do "Coco Channel" consegue ser mais forte.
"Cheira a pessoas", dizia eu quando coloquei o meu pé num passeio lisboeta após a minha chegada. Eu queria mesmo era não ter saído do sitio onde tinha estado durante uma semana e meia. Mas a vida tem destas coisas, acaba-se o "cu alapado ao sol" e voltamos à vidinha mundana, aos despertadores com toques irritantes, ás manhãs frenéticas em transportes públicos, aos cafés quentes em chávenas escaldadas tomados ao balcão. Não sendo suficiente, acumula-se o famoso stress, doença da moda; já não podemos passar sem ele. Aliás, uma pessoa sem stress não é uma pessoa normal! E sendo eu do sexo feminino, para além do stress que possuo, também tenho aquela coisa chamada Síndrome que aparece antes e depois da hemorragia mensal.

Diz que isto de ser gaja, menina ou senhora, não traz vantagens.
Os meus amigos, que maioritariamente são homens, apontam (me) constantemente as capacidades "negras e diabólicas" que tenho. Bem sei que não são direccionadas à minha pessoa, mas sim ao género a que pertenço. É a facilidade em fingir orgasmos (longe deles qualquer mulher assim, são rapazitos dotados e nunca lhes calhou nenhuma na rifa, grunham eles), é o cinismo, é a capacidade de persuasão, é quase tudo. Contudo, o quase faz toda a diferença.
A sensibilidade para nós (mulheres), é algo que nos assombra. É como uma bolha num pé preste a rebentar. Quantas de nós gostariam de ser desprovidas desse incómodo que nos deixa irritadas quando nos ferem a sensibilidade.
Ora, venham de lá as feministas e tal, com as suas teorias que somos todos iguais, quando na realidade não somos.
Eis que me encontro numa altura de sensibilidade máxima. Altura essa em que, no mundo imaginário das mulheres constroi-se prédios modernos, com vistas panorâmicas, decorações artísticas, com jardins interiores inundados de bonsais e outras plantas exóticas. E, quando inesperadamente estamos numa conversa informal, alguém diz uma frase com um sentido que desfaz a nossa "arquitectura", como se fosse um tremor de terra de magnitude 8.3 na escala de Richter.
Mas na realidade, de quem é a culpa? A quem apontar o dedo? Àquele que por instantes deixou-nos a espumar pelos cantos da boca, que nos provocou dores nos dentes e assobios nos tímpanos?
A culpa é do Síndrome que nos deixa estupidamente parvas, sensíveis, atormentadas, inseguras e vazias. O que é certo é que o pouco tempo que tem efeito, provoca o afundamento do nosso intelecto em questões de segundos e lá temos que vestir a capinha de "somos assim: gajas" e limpar a espuma que secou no canto dos lábios.
A culpa, essa, é das Hormonas!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Filhos da puta


Tentaram assaltar o meu carro hoje á noite. Estava estacionado nas terras ao pé do meu prédio. Quando cheguei esta manhã ao carro estava aberto com o plastico que envolve o canhão da ignição todo despedaçado. Pois é meus filhos da puta..fiz um corte de corrente para palhaços como voçês, parasitas do caralho, não conseguirem fazer ligação direta no meu boguinhas. Acabaram por levar só um estojo com 20 cd´s piratas. Mas deixaram o mp3 ( estupidos). A porta foi forçada e está um pouco torta mas já lhe dei um jeito. Só não consegui fazer o bogas parar de chorar o tempo todo até chegar aqui ao trabalho. Vou ter de lhe dar o apoio psicologico que ele, tadito, tanto precisa. Meus bogas lindo. Esta agora é dedicada aos filhos da puta que tentaram mas não conseguiram.. VÃO TRABALHAR CARALHO!!!! Não ando a trabalhar que nem um porco para me roubarem o que tanto me custa ganhar!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Desgostos...


Não gosto de fazer a barba.
Não gosto de fazer a cama nem gosto de acordar com o barulho das obras.
Não gosto do pessoal que entra no metro sem deixar sair primeiro quem está para sair.
Não gosto que não me digam bom dia/tarde/noite.
Não gosto de usar o que se usa nem de ouvir o que se ouve.
Não gosto de estar in nem gosto de me sentir out.
Não gosto da ideia de gostar de alguém.
Não gosto de não gostar de gostar de alguém.
Não gosto da rotina nem da obrigação.
Não gosto do que toda a gente gosta.
Não gosto de estar sozinho nem gosto de companhia.
Não gosto do que vejo diariamente nas notícias.
Não gosto das telenovelas brasileiras nem das portuguesas.
Não gosto da representação dos actores das telenovelas portuguesas.
Por isso é que não gosto de telenovelas portuguesas...nem das brasileiras.
Não gosto do tédio.
Não gosto de hospitais nem gosto de remédios.
Não gosto de côres vivas nem gosto de ir á praia.
Não gosto de beber água por muito desidratado que esteja...bebidas, sempre com gás, se não for pedir demais...com álcool também.
Não gosto de silicone nem de unhas de gel nas mulheres.
Não gosto de reality shows.
Não gosto do aborrecimento em que este texto se tornou.
Não gosto de escrever nem gosto que leiam o que escrevo.
...
Mas também não o apago.
Porque não gosto de apagar aquilo que não gosto de escrever.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Breve historia sobre a temática, por vezes histérica mas quase sempre apaixonada e apaixonante, do futebol


O futebol foi inventado em Portugal.
Facto desmentido e ignorado por sucessivos governantes desta nossa bela praia á beira-mar deixada.
Não consta, então, que haja qualquer registo, quer na Torre do Tombo, quer num qualquer livro de história, ou sequer no "24 Horas", que o futebol foi inventado em Portugal há centenas de anos!
Mas meus amigos..
Não é boato. Não é mito. Nem è, tão pouco, uma utopia!
È a pura das verdades.
Mais precisamente no tempo da conquista de Portugal aos mouros, ainda Portugal não era bem Portugal. Tinhamos ali umas territas com nomes que, ora eram romanos, ora eram árabes, ora eram sabe-se lá o quê.. parecia o Martim Moniz, a praça.
Nessa altura os nossos bravos conquistadores gostavam tanto de futebol, mas tanto de futebol que o inventaram.
Era, definitivamente, o desporto favorito dos bravos cavaleiros Portugueses.
D. Afonso Henriques, O Conquistador, delirava, mais ainda, com a arte do pontapé na chicha. Diz- se que nos tempos livres também gostava de dar pontapés na mãe e, esporadicamente, nos mouros.
Mas a bola é que o deixava maluco.
Escusam de Googlar. Nada disto aparece nos registos historicos mas, continuo a afirmar, è a mais pura das verdades!
Conto-vos aqui uma pequena historia desse tempo.
Numa tarde solarenga e convidativa ao futebol...bem...em abono da verdade, para D.Afonso, qualquer tarde era uma boa tarde para jogar á bola. Nem que chovessem do céu "aquelas coisas vermelhas que se abrem em facas do Satanás" ( na altura eles não sabiam o que eram canivetes) mas naquele dia até estava um dia bonito.
Muito publico, como sempre, mesmo com as entradas a serem consideradas altas. O bilhete para os calhaus inferiores custava três papos de galinha. E eram os mais baratos. Havia adarves superiores a custar uma cabeça de porco e dois tomates de galo. Já para não falar nas canhoeiras que eram reservadas á nobreza e menos de sete cabras não chegavam para pagar o lugar.
Mas adiante.
D.Afonso mandou reunir os seus bravos cavaleiros no átrio do Castelo de Marvão.
Por regra, ou não fosse ele o rei, era D.Afonso quem escolhia as equipas. Para a sua, os mais capazes, para a do D.Martim Moniz (o homem), os ditos..coxos! Mas naquele dia até acordou bem disposto porque tinha estado na noite anterior, do alto das muralhas, a fazer pontaria aos mouros, lá em baixo, com cócós de cavalo.
Resolveu, então, deixar a tarefa da escolha dos jogadores a cargo de D.Martim.
D.Martim estranhou mas anuiu.
Assim foi. D.Martim resolve então escolher para a sua equipa o D.Luis de Aljustrel, sem duvida alguma, o Figo da Idade Média.
D.Afonso não concordou com a escolha e pediu para D.Martim repetir.
D.Martim, fiel servidor, volta a escolher. Olha á sua volta e vê D.Robert de Zidane, um francês que veio a mando do rei de França para ajudar na luta contra os infieis. Escolhe-o.
D.Afonso não concordou com a escolha e pediu para D.Martim repetir.
D.Martim, fiel servidor, volta a escolher. Começou a ficar preocupado e escolheu D. Ricardo de Lello, a sua última esperança.
D.Afonso coça o queixo e pensa.
D.Afonso não concordou com a escolha e pediu para D.Martim repetir. D.Martim, já não tão fiel servidor, aponta dez jogadores ao calhas.
D.Afonso chama quem quer e dá-se inicio á partida.
Uma jogada de mestre de D. Luis de Aljustrel logo no primeiro minuto dá origem ao primeiro canto do jogo. Por norma os pontapés de canto são marcados pelo proprio D.Afonso que se faz á marca. O canto é marcado e D. Robert de Zidane com uma cabeçada sem igual espeta a primeira batata na baliza á guarda de D.Martim. Regubilo (pois é..regubilo) total nos adarves. D.Martim agastado com a sua defesa pega na bola e dá-lhe um valente pontapé. Bruá do publico que vê a dita bola atravessar as muralhas e ir parar direitinha ao acampamento de mouros lá mesmo em baixo.
D.Martim entra em pânico e D.Afonso começa a berrar com ele. Ordena que ele lá vá abaixo buscar a bola. È uma regra com quase 800 anos. Quem atira vai buscar. Ponto.
Os árabes, lá em baixo, gozam com a situação. Gritam a D.Martim para descer e ameaçam cortar a bola. Como isto não consta em qualquer registo historico não se sabe ao certo o que aconteceu. O mais certo é nem ter acabado o jogo até porque as tripas de porco que faziam as bolas já tinham acabado. Consta também que D.Martim ficou preso nas portas de Lisboa por causa de um jogo de futebol junto ás muralhas do Castelo de S.Jorge. Mais uma vez comeu um golo, não gostou, pegou na bola e pontapeou-a mas desta feita foi para dentro das muralhas onde, mais uma vez, os árabes lhe ficaram com a dita. Mas D.Martim, já farto de perder bolas, atirou-se bravamente contra as portas dando assim passagem a D.Afonso e seus pares para, então, recuperarem a bola. Grande parte dos feitos da gloriosa historia de Portugal foi devido á febre da bola. Camões ficou cego, não por uma bala perdida em África mas devido a uma moeda atirada de um adarve superior enquanto jogava num castelo fora. Mas isso é tema de outra conversa.

sábado, 13 de setembro de 2008

Pensamentos...

"Não vemos as coisas como elas são mas sim como nós somos"
(Anais Nin)

"Nós poderíamos ser melhores se não quiséssemos ser tão bons"
(Freud)

"O Homem que se vangloria não tem o seu mérito reconhecido"
(Lao-Tsé)

"A muita luz é como a muita sombra: Não nos deixa ver"
(Autor desconhecido)

"O Homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo"
(Balzac)

"As únicas pessoas que nunca fracassam são as que nunca tentam"
(Autor desconhecido)

"Nada de grande se cria de repente"
(Autor desconhecido)

"Não Corrigir as nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros"
(Confúcio)

"Põe quanto tu és no mínimo que fazes."
(Fernando Pessoa)

" Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira "
( Tolstoi )

" Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram "
( André Gide )

" Experiência não é o que aconteceu com você; mas o que você
fez com o que lhe aconteceu "
( Aldous Huxley )


" Não há vento favorável para aquele que não sabe aonde vai. "
( Sêneca)

"Os filósofos têm um problema para cada solução"
(Autor desconhecido)

"Lixo = coisas que jogamos fora.
Coisas = lixo que guardamos."
(Autor desconhecido)

"Não há pior inimigo do que um falso amigo."
(Autor desconhecido)

"Evite acidentes. Faça de propósito."
(Autor desconhecido)

"No avião, o medo é passageiro."
(Autor desconhecido)

"Eduquem as crianças e não será necessário castigar o Homem"
(Pitágoras)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Rasgo (me) de solidão












Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo todavia.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desditoso.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.


Pablo Neruda - Soneto

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Morte de Pinto da Costa


Pinto da Costa tem uma crise cardíaca e morre!
Claro que ele aparece no Inferno, onde o Diabo o aguardava.
O diabo diz-lhe:
- Nem sei o que fazer contigo. É evidente que estás na minha lista, porém não tenho mais lugares livres!
Depois de reflectir por alguns minutos diz:
- Já sei o que vou fazer: tenho aqui três pessoas que não são tão ruins como tu. Vou mandar uma delas para o Purgatório e tu deverás ficar no lugar dela.
Até te vou fazer um favor: poderás escolher quem deves substituir!
Pinto da Costa acha até que a proposta não está tão ruim quanto esperava e concorda.
O diabo abre a primeira porta.
Lá dentro está o seu amigo Reinaldo Teles numa piscina na qual ele nada sem parar, mas quando se aproxima da borda, a borda recua e continua a nadar, nadar e nadar...
- Não, diz Pinto da Costa. Sinto que não vou me dar bem: sou bom corredor mas mau nadador e acho que não conseguiria fazer isso o dia todo!
O Diabo o leva ao segundo compartimento.
O Baía está lá, com uma marreta enorme quebrando pedaços de uma pedra gigante.
- Não, diz Pinto da Costa. Tenho um tremendo problema na coluna e seria uma agonia perpétua se eu tivesse que quebrar pedras o tempo todo!
O Diabo abre a terceira porta.
Lá dentro está o L F Vieira deitado numa cama com pés e mãos amarrados. Debruçada sobre ele, Carolina Salgado faz o que ela melhor sabe fazer na vida: Sexo Oral!!!
Pinto da Costa olha para aquela cena incrível durante um momento e diz:
- OK, fico com esse castigo!
O Diabo sorri e diz:
- OK, CAROLINA, podes ir para o Purgatório!

Dúvida

Algo que me tem andado a intrigar é o facto de ultimamente só eu colocar posts neste blog.
O que é feito dos outros dois conspiradores?

E como não há duas sem três...

Patrão que rouba empregado de balcão
Tem o mundo na palma da mão.

Uma outra dedicatória

Patrão que rouba funcionário
Depressa fica milionário.

No Roubar é que está o Ganho

Este título é dedicado ao meu patrão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Título...? epá não sei


Dêem-me um segundo que vou fazer um xixi...

...

Isto de ter um blog é uma coisa esperta porque, ou andamos sempre agarrados a isto e escrevemos, escrevemos sem nada dizermos, ou andamos dias e dias sem nada escrever porque não sabemos o que dizer.
Está a começar a dar-me a fome.
Aproveitem e regozijem-se com este momento porque eu com fome é algo como...vá...lá...um eclipse.
Chego a casa depois de ter apanhado uma sangria, três superes bockeses na rulote e finalmente o metro, e dou por mim sentado no computador a passear, no modo sentado, quase estático, lá para os lados do msn.
Conto ao meu amigo, que é um amigo meu, que no lado oposto da linha do metro, direcção baixa-chiado...aliás, agora já é santa apolónia-chiado. Desculpem acho que é só santa...a Polónia, está um gajo algo estranho (em pleno verão ainda que não muito calorento) com uma gabardine preta, condizente com a côr da sua pele (não fossem as calças de ganga e julgaria-o como um exibicionista) a fazer um pica, uma ganza, de costas viradas para o utente mais próximo que partilhava o mesmo conjunto de bancos de espera da estação da tão internacionalmente conhecida e afamada estação do colégio militar-luz.
Lá venho eu, invejoso para casa, por saber que não existe a mais pequena particula acastanhada dentro de nada que possa caber e desfazer num cigarro nos meus bolsos ou no meu lar.
O desconforto do peso de doze superes bockeses e de uma ressaca do dia seguinte convida-me a não pensar nisso e é a pensar nisso que não estou a pensar no que estou a escrever.
Pois que tenho tenho as férias a três dias de distância e dou por mim e já as comecei.
Mas foi sem querer...ou sem crer, porque é dificil de acreditar no que é bom demais para ser verdade.
Pois é...
A verdade é que vocês estão muito bem entretidos a ler este post mas eu estou na merda porque já não sei o que vou escrever.
Enfim....
Há que ter paciência para este tipo de ciência chamado peso na consciência.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Crises


Elaboradas sentenças de morte
Escolhidas a fio pelo acaso e pela sorte
Alegrias alérgicas a alergias alegres
Curandeiras milagrosas de milagres com febres.
Gostava de ser condenado pelo que não fiz.
Por nada ter feito, fiz de mim um infeliz
Não sou ninguém nem o quis ser.
Para ser alguém e morrer,
mais vale ser ninguém enquanto viver.
Não se vai sentir quando se perder.
Não se vai perder quando não se aperceber.

Amor


Estou revoltado, estou fodido e caguei nesta merda toda.
Odeio tudo o que mexe e tudo o que respira.
Odeio tudo o que está inanimado e estático.
Odeio-me Odeio-te e Odeio-me outra vez.
Isto passa.
Se não passar, odeiem-me.
Peço-vos encarecidamente que antes me odeiem a confundirem-me com algo adorável.
Odeio o banal e a rotina.
Odeio a sociedade e ter que conviver com ela.
Perdi o gosto por gostar do que quer que seja.

Animais

Os animais são lindos e as pessoas são feias. Cheiram mal e escondem-se atrás de odores que não os seus.
Não gosto sequer de ser uma pessoa.
Queria ser um bicho e consolar-me na corrente que me prende na presilha do abismo da braguilha por fechar a pingar a pingar.

13


Corre até te fartares
Foge até te encontrares.
Nunca mais, dizes tu sem palavras nem além.
Continua a correr
Continua a fugir de ninguém.
Tens por perto o que te aproxima
mas deixaste fugir a lascívia
que perdeste lá em cima.
Cai e deixa-te adormecer
porque se acordas podes morrer.
Odeia o que te completa
Pois não podes completar o amor que te envaidece.
O amor é egoísta porque fica para lá da vista que não vê nem sabe porquê
Foge, foge antes que me apanhes a correr para todo o lado que não há.
Come a carne dos ossos que roeste,
Putrefactos os factos que decifram a voz que escreveste.
Amor, odor, odor, amor, odor, amor sem odor não ama sem amar o fedor do amor.
Quero sentir sem saber o que sinto sem querer,
Quero não ser para não ter que ler para escrever sem compreender a razão do haver.
Tédio, tédio
Não encontro remédio sem consulta que me insulta no tom da vigarice.

Caralho
Foda-se
Puta que vos pariu ou está para parir
Não há para onde ir
Sufoco
Vómito misantropo
Quero não querer porque querer é não ter e poder não ser não me deixa escrever.
Corrosão, erosão, polícia e manifestação
Paraíso, esquizofrenia
Tiques, urologia.
Andar desengonçado
Magreza desconchavada.
Partiu-se mas não se vê
Desce a escada desce na vida.
Rotina contínua.
Lixo, desorganização, fumo, vício, vício, droga, escassez, ideias confusas.
Bexiga cheia
Barriga de baleia
Cerveja morna
Igreja Mormon
Deus...Discipulos
Ateísmo por capítulos
Creio que não acredito nas razões que me não fazem crer.
Crer sem querer é só crença por parecer.

Ateísmo
Revolta
Desintegração
Exclusão
Falta
Faz falta faltar
Compreensão
Falta de compreensão
o treze e o não são a minha razão

Até Cair


"Seduzido pelo rodopio
Embriagado de vertigem
Os néons ferindo como gritos
Deixo-me possuir pelo frémito da multidão
Num desejo de girar, sem parar
Até cair
Até cair
Tudo são sombras difusas
Incertezas, especulações sem sentido
Uma mulher disforme, de cara esborratada,
Insiste para que lhe apalpe os seios flácidos
Quero mais é o rodopio
A lascívia sem fim deste carrossel atroz"

Mão Morta

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sistema


O sistema é um problema
Já dizia a madalena
que tem um enfizema

Não sei onde nem sinto pena
Nem se é grande ou se é pequena
Porque o problema está no sistema

Sistema problemático
Problema automático
Autonomia sistemática

Confusão aromática
No paladar da matemática
Rasgou a conta enigmática

Palpites e bitaites
Euros e Gigabytes
fortunas enfurecidas

Furiosa riqueza
Alimentada pela pobreza
Das putas mal paridas

domingo, 17 de agosto de 2008

"Servantes"

De nada me serve o complicado
Se está turvo ou salgado
Mal ou bem temperado.

De nada me serve se servir
o que foi ou está p'ra vir
ou nem chegou a ser lembrado.

Então sirvo para nada
Para nada servir
Sem servir nem nada

Sirvo por servir
Já que não há mais para onde ir
E está tudo cheio de nada.

Serviço...serviço
se servisse ou se visse
Cúmplice do que disse

Não seria serviço
nem servia se visse
que servias para isso.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Pensamentos disformes, sentimentos uniformes


Estilhaços de mim espalham-se por nuvens de incerteza e perdem-se.
Fazem-me perder.
Mas encontro-me. Ou tento.
Não sei.
Não quero saber.
Até quero saber.
Saber bem ou saber mal. Ou apenas querer saber viver.
Sei?
Atrapalho e espalho-me quando devia elevar a cabeça e seguir um caminho que me traga de volta.
Mas a volta. Essa volta só me leva de volta. E nunca chego á volta certa.
Rio-me da tristeza a que chegou o meu desespero.
Voltas, mais voltas e reviravoltas.
Não estou mas sinto-me só.
Vou continuar assim até que a incerteza se transforme em promessas certas.
Promessas de amor que acabam em desatino, promessas de algo que vai dar em nada.
E o nada tanto se promete a mim.
O nada tanto me seduz, tanto me atrai porque é o nada que vai viver comigo.
O nada preenche o espaço onde o tudo devia estar.
Mas o tudo esconde-se. E chama-me.
Não o quero ouvir. Nem o vou procurar.
Tenho medo. De tudo e do tudo.
Habituei-me demais ao nada. Porque nada é sempre melhor que o pior.
Ai o pior. Esse pior que quando transforma o nada em algo, me aterra.
Algo que se despeja na sarjeta de confusão da minha cabeça.
E fico-me. Deixo-me ficar.
Perco-me.
Encontro-me mas não me vejo.
Sei mas não quero saber. Até nem quero saber.
Saber do nada ou saber do tudo.
Nem quero chegar ao tudo ou nada porque aí já nada tenho e qualquer algo me vai servir de tudo.
De nada em nada chego a algo que já é qualquer coisa, mas não é tudo.
E aí o tudo me parece quase nada.
E quando o nada me chegar mais do que já agora chega, é porque já cheguei.. e é porque já estou morto!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Porca miséria


"Escreve, escreve!" é o que tenho ouvido ultimamente. Pois eu tento, mas nada sai e o que sai torna-se miserável, pouco convidativo, desinteressante. Falta-me a paciência, as chatices que invadem o meu quotidiano, aquelas pequenas coisas que gosto de dissecar.
Encontro-me de férias e as que tenho, neste momento, aborrecem-me. O excesso de tempo livre dá cabo de mim. Para além da irritabilidade que me traz uns quantos dissabores, fico com comichões na pele. Quero ter a vontade de fazer algo verdadeiramente interessante!

"Mexe-te miúda!"... Mexo-me, na cama. Viro-me para um lado, para o outro... salto da cama para o sofá, do sofá para o chão e passo os dias nisto. Hoje reclamo pelo tempo que tenho. Amanhã irei reclamar pelo tempo que não vou ter. Não somos todos assim?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sem Título(One Hundred Taiteless)

Dôres e côres de diversos sabores e tamanhos odores, contemplam os explendores de miseráveis louvores de vidas sem valor(es).

domingo, 3 de agosto de 2008

Insatisfação

Sensações inquietantes, desejos insaciados, dores lancinantes e insónias.
É madrugada e ouvem-se risos lá fora. O quarto está abafado, a cama desfeita e o cadáver sofre com dores e suores. Alguém pergunta porque ainda estás acordado. Respondes que não tens sono, que te sentes doente. Pedes, por favor, que te fechem a porta e executam silenciosamente o teu pedido.
O que tu sentes, nem tu sabes. Um misto de desespero e fragilidade acompanhada por dores físicas. Dói-te a perna martirizada, custa-te respirar, a cabeça pesa-te, a garganta arranha e a rigidez dos músculos faz-se sentir. O teu corpo ferve de febre e a tua mente sofre com isso. Acendes um cigarro e deitas a cabeça molhada de suor na almofada. Ouves "The Mess We're In" de Pj Harvey e fechas os olhos. As lágrimas irrompem e não sabes porquê. Os analgésicos não minimizam o sofrimento e a tua cabeça anda a mil.
Recordas situações que o tempo falsamente recalcou e imaginas que abres a tua cabeça, apagando essas memórias com uma borracha verde. Voltas e reviravoltas no colchão.
Queres aquilo que não tens, mas não sabes o que queres.
Dói-te o corpo. E a alma, dói? Que se lixe a alma, que se lixe o corpo, que se lixe a tua misera pessoa e os malditos pensamentos filosóficos existenciais.
Apaga a luz, fuma o teu último cigarro e convida o sono para dormir contigo.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Reencontro

Voltámos a estar juntos. Senti o cheiro da união que nos era característico.
Saímos para mais uma noite, que não foi só mais uma noite, mas sim a nossa. Sentámo-nos num bar repleto de livros, fotografias de nus artísticos a preto e branco, enfeites marroquinos e sons que não são nossos mas que gostamos de ouvir como música de fundo.
Voltámos ao nosso convívio com outros temas, com novas ideias, com novos sabores gustativos, com novas experiências. Partilhámos.
Entre moscatéis, cervejas, águas com gás sem sabor, pipocas picantes e tiras de milho, soltaram-se risos tão típicos de cada um, expressões saudosas que nos levam à felicidade do passado. Sentiu-se os olhares comprometidos aquando certos temas, sentiu-se a tensão disfarçada que nos é difícil de esconder, sentiu-se o carinho, o afecto, a cumplicidade, o silêncio. Afinal, conhecemo-nos tão bem.
E assim surgiu o reinício de algo, de nós enquanto um todo.

Este post é dedicado a Eles!




quarta-feira, 30 de julho de 2008

A História das Coisas

Fui roubar este video à nossa querida amiga batata selvagem ao seu blog porque não pude deixar de o fazer, tendo em conta a importância deste, e sublinhando as suas palavras, quando há tanta coisa sem importancia e qualidade na nossa tv, porque não "perdermos" (prefiro dizer dedicarmos) 20 minutos do nosso inútil tempo a ver o que se segue?

Prazer

Porque raio quando conhecemos alguém, temos logo o impulso de nos mostrarmos egoístas e invejosos?
"Olá eu sou a Fulana de Tal, muito prazer"
"O prazer é todo meu"
Mas porque é que o prazer há-de ser todo teu?
Porque não há-de a senhora dona Fulana de Tal compartilhar também algum desse teu "excessivo" prazer?
Estás realmente a ser invejoso e egoísta ou estás a querer dizer que o prazer é todo teu porque da parte dela não há que ter prazer absolutamente nenhum visto que tu...não sabes dar prazer?...Ou...ou estás-te a cagar se ela tem ou não prazer desde que tu tenhas?...Ou...ou...ainda estou em estado de choque ou estado clínico ou estado de choque clínico por ter morto a formiga, afogando-a brutalmente e contente com o amarelo esbranquiçado do meu mijo amarelado?

Ode à Cerveja


Amarelo e branco, amarelo e branco num esbranquiçado amarelecido por frescos goles de gás e espuma.

Alcool liquidificado para o bem e o mal humorado, entretém sem desdém o sóbrio e o embriagado.

Néctar divino de excesso clandestino, de conteúdo vitamínico, vomitado em estado clínico.

Cerveja, quem te veja sem te beber não prova o sabor de te apetecer.

Mal dizem de ti, mal-dizentes, bendita poção de indulgentes,

Inspiras a confusão da lúcida deturpação.

Matas-me a sede e matas-me.

A sede que em ti morre, de mim

No bem estar decadente de não estar a chegar ao fim.

Bebo-te, consumo-te, compro-te, gasto-te, gastei-te, bebi-te, comprei-te, consumi-te...Mijo o mijo que me mija a bexiga contra a parede, contra a formiga, trabalhadora, inocente, embriagado matei a formiga...contente.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Excerto de um texto de Almada Negreiros com o qual meus pensamentos se indentificam


"Ah! que eu sinto, claramente, que nasci de uma praga de ciúmes!
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo e a Alma dos Bórgias a penar!
Tu, que te dizes Homem!
Tu, que te alfaiatas em modas e fazes cartazes dos fatos que vestes
p'ra que se não vejam as nódoas de baixo!
Tu, qu'inventaste as Ciências e as Filosofias, as Políticas, as Artes e as Leis, e outros quebra-cabeças de sala e outros dramas de grande espectáculo
Tu, que aperfeiçoas sabiamente a arte de matar.
Tu, que descobriste o cabo da Boa-Esperança e o Caminho Marítimo da índia e as duas Grandes Américas, e que levaste a chatice a estas Terras e que trouxeste de lá mais gente p'raqui e qu'inda por cima cantaste estes Feitos...
Tu, qu'inventaste a chatice e o balão, e que farto de te chateares no chão te foste chatear no ar, e qu'inda foste inventar submarinos p'ra te chateares também por debaixo d'água,
Tu, que tens a mania das Invenções e das Descobertas e que nunca descobriste que eras bruto, e que nunca inventaste a maneira de o não seres
Tu consegues ser cada vez mais besta e a este progresso chamas Civilização!"

Almada Negreiros - Cena do Ódio

Versos Inversos

Partindo do princípio de que tudo tem um fim, vamos começar por acabar o final deste início...
Tudo o que tenho está cheio de nada...vazio de coisas transbordantes, como o valor de coisas insignificantes. Nada que eu tenha feito não é tudo o que venha a fazer, porque me lembra no passado o que no futuro vou esquecer.
Viver depois da morte é melhor do que morrer na vida, porque na vida não há sorte que o azar não dê guarida.
Não interessa se temos pressa quando o tempo é uma preocupação.
Preocupo-me se o momento é fruto da minha imaginação.
Não vejo o que vislumbro porque de olhos fechados vou sonhar.
Ofuscam-me os raios de sol que me aquecem o despertar.
Come, bebe, vive, mata, morre, reproduz, dá á luz, apaga a luz, acende a luz, faz frio, faz calor, não faças nada que hoje não chove.
O governo de regime, o dinheiro incita o crime.
É pior mas não faz mal.
Um final feliz acaba sempre mal

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Resposta ao Ódios de Estimação

Então e que tal vivermos num meio onde as pessoas não tenham orgulho da merda que são?
Até tolero o facto de serem uma merda. Mas até se sentirem superiores por isso é que ja se torna mais aborrecido.
Não encontro justificação plausível para o facto de alguém totalmente desprovido de educação, andar com um nariz mais empinado do que o mastro que sustenta a bandeira nacional aqui na minha junta de freguesia.
Os vossos papás não vos deram a devida educação e agora eu é que tenho que vos aturar é?
Tens um bom emprego, uma boa conta bancária, uma gaja toda boa e um carro que vai dos zero aos cem enquanto a tua mãe come mais um doutor que te arranjou uma cunha a lamber botas na mais conceituada empresa de beija cús.
Antes de vos atribuir o prémio d'o meu O.E predilecto, o meu instinto manda-me sentir pena de vocês. Quanto maior é a vossa arrogância, menor é a vossa existência.
Sim, o meu ódio de estimação é a sociedade comum.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fictício


Tu que te pavoneias pela multidão exibindo uma brancura suja, destrois o belo com a tua imagem e presença.
Vestes-te de miséria e vomitas coágulos de artificialidade nos teus monólogos. Cheiras a podridão e a declínio e nem te dás conta que estás mais que morto.
Oh! Rogas pragas aos que te ignoram. Gritas aos teus fantasmas que te deixaram no vazio do teu ser.
Quem te dera a ti que te humilhassem! Mas as pessoas não ligam aos mortos que insistem em manter-se vivos. O que deixas atrás de ti são réstias de desprezo cultivadas pelo teu ego amargo.
Agora banqueia-te, nos jardins vazios e abandonados ao som das folhagens mortas, com aquilo que semeaste.


Clareza Turva

Pedras, paredes e beatas.
Luzes, sons e maravilhas.
Coisas únicas são vistas todos os dias.
Á noite vislumbramos o que não se vê.
Aparência, aparência, atitude e decadência.
Somos cobaias da ciência que nos mata para nos criar.
Somos criados ou malcriados.
Não somos nada, porque temos tudo para nada ser.
Fumos, odores e confusão.
Divertimo-nos com o que está á mão.
Dar á mão é a melhor diversão.
Vais para aqui e para acolá.
Vens-te por ali porque lá já não dá.
Voltas e dás a volta sem chegar ao mesmo sítio.
Queres tudo e nada tens, porque só tens o que não queres.
Rock & Roll, Rock & Roll, ouves na chuva enquanto faz sol.
Perdeste, ganhaste, fodeste, fumaste.
Rock & Roll, vamos embora qua a imperial é a um euro.
Quanto custa a imperial? um euro!
Quero um milhão de imperiais, quero o euromilhões em cerveja.
A sífilis e a gonorreia.
A cirrose já remedeia.
Distorção, distorcido.
Nublado, enaltecido.
Conspurcado, enternecido.
Lalala, Rock & Roll esteja duro ou esteja mole.
Confusão, masturbação, gotas e fedor na palma da mão.
Taxi! Taxi! quero ir para casa, Já é tarde e o amanhã chega cedo.
Sinto receio de não ter medo.
Não tenho dinheiro se partir o mealheiro.
Não quero gastar e ficar de mãos a abanar.
Quero abanar a mão que me dá diversão.
Sempre a voar, sempre a a voar.
Rock e Sexo, Drogas Enrole
Caracol, caracol.
Distorção, confusão
Música, ambiente
Éter na Mente, eternamente.

terça-feira, 22 de julho de 2008

"Inteligência" Artificial

Silicone nas mamas, silicone nos lábios, botox na cara, peeling no focinho, unhas de gel, pestanas de plástico, químicos de mil e uma côres para os olhos...
Minhas queridas, MINHAS QUERIDAS!!!
Aceitam uma sugestão?
Arranquem todos os vossos dentes, um por um, coloquem um aro na boca "et voilá" sois a boneca insuflável do futuro.