sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Morte de Pinto da Costa


Pinto da Costa tem uma crise cardíaca e morre!
Claro que ele aparece no Inferno, onde o Diabo o aguardava.
O diabo diz-lhe:
- Nem sei o que fazer contigo. É evidente que estás na minha lista, porém não tenho mais lugares livres!
Depois de reflectir por alguns minutos diz:
- Já sei o que vou fazer: tenho aqui três pessoas que não são tão ruins como tu. Vou mandar uma delas para o Purgatório e tu deverás ficar no lugar dela.
Até te vou fazer um favor: poderás escolher quem deves substituir!
Pinto da Costa acha até que a proposta não está tão ruim quanto esperava e concorda.
O diabo abre a primeira porta.
Lá dentro está o seu amigo Reinaldo Teles numa piscina na qual ele nada sem parar, mas quando se aproxima da borda, a borda recua e continua a nadar, nadar e nadar...
- Não, diz Pinto da Costa. Sinto que não vou me dar bem: sou bom corredor mas mau nadador e acho que não conseguiria fazer isso o dia todo!
O Diabo o leva ao segundo compartimento.
O Baía está lá, com uma marreta enorme quebrando pedaços de uma pedra gigante.
- Não, diz Pinto da Costa. Tenho um tremendo problema na coluna e seria uma agonia perpétua se eu tivesse que quebrar pedras o tempo todo!
O Diabo abre a terceira porta.
Lá dentro está o L F Vieira deitado numa cama com pés e mãos amarrados. Debruçada sobre ele, Carolina Salgado faz o que ela melhor sabe fazer na vida: Sexo Oral!!!
Pinto da Costa olha para aquela cena incrível durante um momento e diz:
- OK, fico com esse castigo!
O Diabo sorri e diz:
- OK, CAROLINA, podes ir para o Purgatório!

Dúvida

Algo que me tem andado a intrigar é o facto de ultimamente só eu colocar posts neste blog.
O que é feito dos outros dois conspiradores?

E como não há duas sem três...

Patrão que rouba empregado de balcão
Tem o mundo na palma da mão.

Uma outra dedicatória

Patrão que rouba funcionário
Depressa fica milionário.

No Roubar é que está o Ganho

Este título é dedicado ao meu patrão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Título...? epá não sei


Dêem-me um segundo que vou fazer um xixi...

...

Isto de ter um blog é uma coisa esperta porque, ou andamos sempre agarrados a isto e escrevemos, escrevemos sem nada dizermos, ou andamos dias e dias sem nada escrever porque não sabemos o que dizer.
Está a começar a dar-me a fome.
Aproveitem e regozijem-se com este momento porque eu com fome é algo como...vá...lá...um eclipse.
Chego a casa depois de ter apanhado uma sangria, três superes bockeses na rulote e finalmente o metro, e dou por mim sentado no computador a passear, no modo sentado, quase estático, lá para os lados do msn.
Conto ao meu amigo, que é um amigo meu, que no lado oposto da linha do metro, direcção baixa-chiado...aliás, agora já é santa apolónia-chiado. Desculpem acho que é só santa...a Polónia, está um gajo algo estranho (em pleno verão ainda que não muito calorento) com uma gabardine preta, condizente com a côr da sua pele (não fossem as calças de ganga e julgaria-o como um exibicionista) a fazer um pica, uma ganza, de costas viradas para o utente mais próximo que partilhava o mesmo conjunto de bancos de espera da estação da tão internacionalmente conhecida e afamada estação do colégio militar-luz.
Lá venho eu, invejoso para casa, por saber que não existe a mais pequena particula acastanhada dentro de nada que possa caber e desfazer num cigarro nos meus bolsos ou no meu lar.
O desconforto do peso de doze superes bockeses e de uma ressaca do dia seguinte convida-me a não pensar nisso e é a pensar nisso que não estou a pensar no que estou a escrever.
Pois que tenho tenho as férias a três dias de distância e dou por mim e já as comecei.
Mas foi sem querer...ou sem crer, porque é dificil de acreditar no que é bom demais para ser verdade.
Pois é...
A verdade é que vocês estão muito bem entretidos a ler este post mas eu estou na merda porque já não sei o que vou escrever.
Enfim....
Há que ter paciência para este tipo de ciência chamado peso na consciência.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Crises


Elaboradas sentenças de morte
Escolhidas a fio pelo acaso e pela sorte
Alegrias alérgicas a alergias alegres
Curandeiras milagrosas de milagres com febres.
Gostava de ser condenado pelo que não fiz.
Por nada ter feito, fiz de mim um infeliz
Não sou ninguém nem o quis ser.
Para ser alguém e morrer,
mais vale ser ninguém enquanto viver.
Não se vai sentir quando se perder.
Não se vai perder quando não se aperceber.

Amor


Estou revoltado, estou fodido e caguei nesta merda toda.
Odeio tudo o que mexe e tudo o que respira.
Odeio tudo o que está inanimado e estático.
Odeio-me Odeio-te e Odeio-me outra vez.
Isto passa.
Se não passar, odeiem-me.
Peço-vos encarecidamente que antes me odeiem a confundirem-me com algo adorável.
Odeio o banal e a rotina.
Odeio a sociedade e ter que conviver com ela.
Perdi o gosto por gostar do que quer que seja.

Animais

Os animais são lindos e as pessoas são feias. Cheiram mal e escondem-se atrás de odores que não os seus.
Não gosto sequer de ser uma pessoa.
Queria ser um bicho e consolar-me na corrente que me prende na presilha do abismo da braguilha por fechar a pingar a pingar.

13


Corre até te fartares
Foge até te encontrares.
Nunca mais, dizes tu sem palavras nem além.
Continua a correr
Continua a fugir de ninguém.
Tens por perto o que te aproxima
mas deixaste fugir a lascívia
que perdeste lá em cima.
Cai e deixa-te adormecer
porque se acordas podes morrer.
Odeia o que te completa
Pois não podes completar o amor que te envaidece.
O amor é egoísta porque fica para lá da vista que não vê nem sabe porquê
Foge, foge antes que me apanhes a correr para todo o lado que não há.
Come a carne dos ossos que roeste,
Putrefactos os factos que decifram a voz que escreveste.
Amor, odor, odor, amor, odor, amor sem odor não ama sem amar o fedor do amor.
Quero sentir sem saber o que sinto sem querer,
Quero não ser para não ter que ler para escrever sem compreender a razão do haver.
Tédio, tédio
Não encontro remédio sem consulta que me insulta no tom da vigarice.

Caralho
Foda-se
Puta que vos pariu ou está para parir
Não há para onde ir
Sufoco
Vómito misantropo
Quero não querer porque querer é não ter e poder não ser não me deixa escrever.
Corrosão, erosão, polícia e manifestação
Paraíso, esquizofrenia
Tiques, urologia.
Andar desengonçado
Magreza desconchavada.
Partiu-se mas não se vê
Desce a escada desce na vida.
Rotina contínua.
Lixo, desorganização, fumo, vício, vício, droga, escassez, ideias confusas.
Bexiga cheia
Barriga de baleia
Cerveja morna
Igreja Mormon
Deus...Discipulos
Ateísmo por capítulos
Creio que não acredito nas razões que me não fazem crer.
Crer sem querer é só crença por parecer.

Ateísmo
Revolta
Desintegração
Exclusão
Falta
Faz falta faltar
Compreensão
Falta de compreensão
o treze e o não são a minha razão

Até Cair


"Seduzido pelo rodopio
Embriagado de vertigem
Os néons ferindo como gritos
Deixo-me possuir pelo frémito da multidão
Num desejo de girar, sem parar
Até cair
Até cair
Tudo são sombras difusas
Incertezas, especulações sem sentido
Uma mulher disforme, de cara esborratada,
Insiste para que lhe apalpe os seios flácidos
Quero mais é o rodopio
A lascívia sem fim deste carrossel atroz"

Mão Morta

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sistema


O sistema é um problema
Já dizia a madalena
que tem um enfizema

Não sei onde nem sinto pena
Nem se é grande ou se é pequena
Porque o problema está no sistema

Sistema problemático
Problema automático
Autonomia sistemática

Confusão aromática
No paladar da matemática
Rasgou a conta enigmática

Palpites e bitaites
Euros e Gigabytes
fortunas enfurecidas

Furiosa riqueza
Alimentada pela pobreza
Das putas mal paridas

domingo, 17 de agosto de 2008

"Servantes"

De nada me serve o complicado
Se está turvo ou salgado
Mal ou bem temperado.

De nada me serve se servir
o que foi ou está p'ra vir
ou nem chegou a ser lembrado.

Então sirvo para nada
Para nada servir
Sem servir nem nada

Sirvo por servir
Já que não há mais para onde ir
E está tudo cheio de nada.

Serviço...serviço
se servisse ou se visse
Cúmplice do que disse

Não seria serviço
nem servia se visse
que servias para isso.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Pensamentos disformes, sentimentos uniformes


Estilhaços de mim espalham-se por nuvens de incerteza e perdem-se.
Fazem-me perder.
Mas encontro-me. Ou tento.
Não sei.
Não quero saber.
Até quero saber.
Saber bem ou saber mal. Ou apenas querer saber viver.
Sei?
Atrapalho e espalho-me quando devia elevar a cabeça e seguir um caminho que me traga de volta.
Mas a volta. Essa volta só me leva de volta. E nunca chego á volta certa.
Rio-me da tristeza a que chegou o meu desespero.
Voltas, mais voltas e reviravoltas.
Não estou mas sinto-me só.
Vou continuar assim até que a incerteza se transforme em promessas certas.
Promessas de amor que acabam em desatino, promessas de algo que vai dar em nada.
E o nada tanto se promete a mim.
O nada tanto me seduz, tanto me atrai porque é o nada que vai viver comigo.
O nada preenche o espaço onde o tudo devia estar.
Mas o tudo esconde-se. E chama-me.
Não o quero ouvir. Nem o vou procurar.
Tenho medo. De tudo e do tudo.
Habituei-me demais ao nada. Porque nada é sempre melhor que o pior.
Ai o pior. Esse pior que quando transforma o nada em algo, me aterra.
Algo que se despeja na sarjeta de confusão da minha cabeça.
E fico-me. Deixo-me ficar.
Perco-me.
Encontro-me mas não me vejo.
Sei mas não quero saber. Até nem quero saber.
Saber do nada ou saber do tudo.
Nem quero chegar ao tudo ou nada porque aí já nada tenho e qualquer algo me vai servir de tudo.
De nada em nada chego a algo que já é qualquer coisa, mas não é tudo.
E aí o tudo me parece quase nada.
E quando o nada me chegar mais do que já agora chega, é porque já cheguei.. e é porque já estou morto!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Porca miséria


"Escreve, escreve!" é o que tenho ouvido ultimamente. Pois eu tento, mas nada sai e o que sai torna-se miserável, pouco convidativo, desinteressante. Falta-me a paciência, as chatices que invadem o meu quotidiano, aquelas pequenas coisas que gosto de dissecar.
Encontro-me de férias e as que tenho, neste momento, aborrecem-me. O excesso de tempo livre dá cabo de mim. Para além da irritabilidade que me traz uns quantos dissabores, fico com comichões na pele. Quero ter a vontade de fazer algo verdadeiramente interessante!

"Mexe-te miúda!"... Mexo-me, na cama. Viro-me para um lado, para o outro... salto da cama para o sofá, do sofá para o chão e passo os dias nisto. Hoje reclamo pelo tempo que tenho. Amanhã irei reclamar pelo tempo que não vou ter. Não somos todos assim?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sem Título(One Hundred Taiteless)

Dôres e côres de diversos sabores e tamanhos odores, contemplam os explendores de miseráveis louvores de vidas sem valor(es).

domingo, 3 de agosto de 2008

Insatisfação

Sensações inquietantes, desejos insaciados, dores lancinantes e insónias.
É madrugada e ouvem-se risos lá fora. O quarto está abafado, a cama desfeita e o cadáver sofre com dores e suores. Alguém pergunta porque ainda estás acordado. Respondes que não tens sono, que te sentes doente. Pedes, por favor, que te fechem a porta e executam silenciosamente o teu pedido.
O que tu sentes, nem tu sabes. Um misto de desespero e fragilidade acompanhada por dores físicas. Dói-te a perna martirizada, custa-te respirar, a cabeça pesa-te, a garganta arranha e a rigidez dos músculos faz-se sentir. O teu corpo ferve de febre e a tua mente sofre com isso. Acendes um cigarro e deitas a cabeça molhada de suor na almofada. Ouves "The Mess We're In" de Pj Harvey e fechas os olhos. As lágrimas irrompem e não sabes porquê. Os analgésicos não minimizam o sofrimento e a tua cabeça anda a mil.
Recordas situações que o tempo falsamente recalcou e imaginas que abres a tua cabeça, apagando essas memórias com uma borracha verde. Voltas e reviravoltas no colchão.
Queres aquilo que não tens, mas não sabes o que queres.
Dói-te o corpo. E a alma, dói? Que se lixe a alma, que se lixe o corpo, que se lixe a tua misera pessoa e os malditos pensamentos filosóficos existenciais.
Apaga a luz, fuma o teu último cigarro e convida o sono para dormir contigo.