sábado, 11 de abril de 2009

Doce Conspiração


Caros mastigadores.
Estamos a ser vil e criminosamente roubados num dos bens que deveriam ser considerados há muito, bens de primeira necessidade. Falo obviamente das pastilhas, dos chocolates, chupas, gelados, outros doces e afins.
A Olá presenteou-nos com um Perna de Pau ( um dos meus preferidos) em tamanho Mega, ou seja, maior! E nós, incautos gulosos lá fomos, todos contentes comprar o novo Perna de Pau maior! Uuuuuhhhhh...
NÃO!!!!
Eles diminuiram o já de si pequeno Perna de Pau e deixaram igual o que já havia e chamaram-lhe Mega! Com o devido aumento de preço.
O mesmo aconteceu agora com as pastilhas Trident. Pegaram na gama fresh e fruit, rectangularam as caixas (que antes eram quadradas) e puseram menos pastilhas. O preço? 5 ou 10 cêntimos mais caras porque a caixa agora é nova!
Chulos! E a necessidade humana básica por açucar não conta?

Então, mas…




Hoje á tarde, enquanto bebia o belo do primeiro café do dia depois de uma noite de árduo trabalho, interessado estava eu no meu miserável Benfica pelo que, procurei então, saber a que horas jogavam esses adoráveis coxos e em que canal era transmitido.
Sem ter que perguntar sequer deparo-me então com a seguinte conversa:
Energúmeno 1: “ Então o Benfica joga a que horas?”
Energúmeno 2: “ Diz que joga ás 19
Estúpido (que anteriormente era conhecido por Energúmeno 1): “ E dá na televisão ou na Sportv?” -e o outro: “ Dá na televisão”..
Até ia cuspindo o café! Então, mas…
Sportv..televisão..televisão..Sportv..
Tipo...
Deixo á consideração!

domingo, 5 de abril de 2009

Chamar nomes: "En"sulto ou "In"gano?

Existem vários tipos de homens e de mulheres.
Existem vários tipos de gostos.
Existem também vários tipos de sexo.
O sexo apaixonado, o sexo comercial, o sexo tantrico, o sexo selvagem, os fetiches e fantasias, as experiencias mais obscuras do sexo que enverdam para as práticas do bondage e sado-maso etc...
E é no sexo selvagem em que me vou debruçar e expôr uma séria duvida que me avassala o raciocínio.
Há quem goste de sexo bruto, com investidas violentas, grandes palmadões no rabo, cuspidelas na cara e até que lhes chamem nomes.
Portanto se estiver um homem a esforçar-se por uma boa performance sexual, e sabendo que a sua companheira adora que lhe chamem nomes, prontifica-se a insultá-la incessantemente, na intermitência de fortes investidas carnais e o arfar e espasmos ansiosos, lubrificados pelo corrimento de satisfação mesclada de dôr e prazer.
No meio de gemidos, grunhidos e ganidos e latidos, ouvem-se obscenidades como: "toma lá minha p..., és quase tão boa como a vadia da tua irmã, vira-me para cá esse c...minha porca deslavada...".
E de repente, numa confissão suspirada entre palavras e saliva, liberta-se das cordas vocais do homem um: "oh Conceição que prazer me dás!"
E pronto. Eis que em plena prática do bem bom, pára tudo repentinamente.
Ao que a mulher, cujo nome não é conceição se mostra indignada e furiosa com o seu parceiro.
"O que é que me chamaste?" - Pergunta a fêmea.
E o homem, embaraçado e confuso, tenta remediar a situação o mais rapidamente possivel para retomar á pratica do coito, mas de uma maneira desajeitada:
"não ligues querida, nem sei porque me lembrei desse nome, vamos mas é continuar".
A sessão de sexo dá lugar ao insucesso do homem e tudo acaba mal para os dois.

Agora aparece a minha dúvida...
Para as mulheres que adoram que lhes chamem nomes, porque se sentem insultadas quando lhes chamamos de Conceição ou Margarida ou Carla, Patricia, Tania, Isabel, Joana, Josefa, Joaquina...?
Não são nomes?
Por outro lado, se gostam de ser insultadas enquanto têm sexo e se para elas, chamar nomes de outras mulheres é um insulto, porque param de imediato e ficam chateadas?
Mas afinal gostam ou não gostam?
Agradeço esclarecimentos o mais breve possivel para saber que nomes chamar quando fizer o coito do bem amar.

Musica na tola

Eu adoro musica! Mas gosto mesmo. Não imagino sequer a minha vida sem ela. Estou sempre na pesquisa de musicas novas, bandas novas, bandas que conheço, bandas que amo, bandas que não gosto tanto, bandas que não gosto ( só para falar mal) e bandas e musicas que odeio ( para poder falar ainda pior). E é aí, exatamente a este último ponto, que quero chegar. Áquela triste musica que nós não gostamos, não ouvimos mas, em pleno curto-circuito cerebral, não nos sai da cabeça! Ou porque entrámos no café, supermercado, elevador e está a musica a passar. Ou porque alguém passou já com o mesmo problema e cantáva-a tristemente. E ficamos o dia todo a trautea-la mentalmente e, pior ainda, sem darmos conta estamos a cantá-la alto no meio de autocarro.
São musicas que fazem perigrar toda uma existência humana latente na nossa pessoa, quer como indivíduo, quer como um ser que é, e está, envolvido responsavelmente numa sociedade.
Passo a explicar em virginês.. Soltarmos um " ai meu lindo agosto" numa primeira saída com uma gótica não resulta.. Ela, quase de certeza que já não nos vai querer chupar o...sangue no final do encontro! Mesmo que antes a leves a uma reposiçao no cinema do filme " Drácula de Bram Stoker"!
Resulta se gostarem de sair com uma transmontana de 65 anos que não perde o Goucha todas as manhãs e o Malato á noite! Que goste de tratar da horta e faça umas excelentes pataniscas de bacalhau. Verruga e bigode incluidos.
Eu passo!
Estarmos num acidente de viação, somos desencarcerados e só nos vem á cabeça a musica dos Roupa Nova " Volta pra mim". A porta do condutor, tejadilho e capot todos para dentro, pescoço dorido, fratura exposta nas duas pernas e.. "eu te amo e vou gritar pra todo o mundo ouvir"! Bah.. Bardamerda! Se te apanho a gritar isso ás 4 da manhã na minha rua nunca mais amas ninguem! Faço-te uma castração química!
E solução para isto? Só pára quando ouvimos a porcaria da música! Levarmos com " My heart will go on" de Celine Dion, " I will always love you" da Whitney Houston ou qualquer uma do José Cid só para desaparecer da tola ,é duro!

sábado, 21 de março de 2009

Dia Mundial da Poesia

LIMITES
Há uma linha de Verlaine que não mais recordarei,
Há uma rua próxima vedada aos meus passos,
Há um espelho que me viu pela última vez,
Há uma porta que eu fechei até ao fim do mundo.

Entre os livros da minha biblioteca (estou a vê-los)
Algum existirá que já não abrirei.

Este verão farei cinquenta anos;
A morte, incessantemente, vai-me desgastando.



Jorge Luís Borges
in Poemas Escolhidos

quinta-feira, 5 de março de 2009

Penalty



Estava eu, aqui há tempos, a ver a bola descansadinho, quando numa determinada jogada, um jogador comete falta sobre o adversário, ao que o comentador do jogo afirma ter sido uma falta feia.
Ora, como tudo na vida tem o seu oposto, tal como o belo e o horrivel, o quente e o frio, o tudo e o nada, resumidamente, o Yin Yang (em que eu acredito veemente), então deduzo com isto que também existem faltas bonitas.
Decidi de imediato elaborar uma simulação de um comentário de um possivel jogo de futebol com possiveis faltas bonitas...
E passo então a simular um jogo imaginário entre as equipas Vermelho Directo FC vs Desportivo do Fomos Roubados SAD.


"Massimiliano Blessi tem a bola em sua posse e progride velozmente pelo meio campo.
Passa por Venceslau Piteira e entrega para a esquerda, onde se encontra Augusto Celorico isolado!
Celorico faz o cruzamento para a áááááárea e É Falta!
PENALTY!
O defesa do Fomos Roubados comete uma falta lindíssa em plena área sobre Blessi, e é assinalada a cobrança do castigo máximo.
Na tentativa do corte, o defesa da equipa visitante entra sobre Blessi (sempre ele) de pés juntos e faz uma falta linda de morrer.
Aquilo a que o português gosta de chamar uma falta toda boa.
Não podem condenar o jogador da casa por se ter feito á falta, porque a uma falta daquelas até eu me fazia.
Casava-me com ela!
Aquela falta levava-me ao altar!
E termina assim o encontro com o resultado final a favorecer o Vermelho Directo FC, que se mantém assim na luta acesa pelo último lugar.
É tudo da nossa parte, resta-nos desejar-vos a continuação de uma boa noite e até para a semana, á mesma hora, com o encontro Borussia do Montes de lá de Baixo contra o Borussia do Outro Mundo. Jogo a contar para a taça da liga...ou de outra de outra taça qualquer, ou do campeonato."
´
P.S: os nomes de algumas equipas e de alguns jogadores deste encontro foram retirados do jogo Hattrick.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Estado desconhecido

A sala é grande e amenamente escura. Apenas a luz laranja dos candeeiros da rua penetram pelos vidros, mostrando as silhuetas dos objectos que permanecem dentro das quatro paredes.
Em cima da mesa de jantar encontra-se um monte de roupa impecavelmente engomada, uma mala de senhora e um faqueiro. Quatro grandes vasos de barro com plantas idênticas, enfeitam o redor de um grande plasma. Os cortinados têm padrões de folhas azuladas, que condizem com a côr das carpetes e almofadas dos sofás. A galeria, também azul, têm nas suas pontas dois pavões e duas borboletas. As paredes são de um tom branco amarelado, preenchidas com grandes cinco quadros feitos de areia e de origem africana. Retratam mulheres negras com catanas, alguidares na cabeça, crianças enroladas ás costas e os típicos mercados de abastecimento. Junto do móvel das bebidas está um carrinho de bebé, com um peluche panda, tapado com uma pequena manta cor-de-rosa. Ao lado, está um pequeno sofá preto com um cobertor de criança, que serve de descanso para um pequeno cão branco que ali se encontra deitado e num sono profundo. Na pequena mesa estão três comandos, um prato com três ovos feitos de uma pedra, um grande cinzeiro de vidro verde, cheio de beatas e um maço de cigarros vazio.
Os estoures abanam violentamente, os vidros estremecem e a porta da sala fecha-se. O cão levanta a cabeça, olha na direcção da janela, rosna e mantêm-se imóvel durante alguns segundos. Acaba por ignorar o barulho do vento e enrosca-se. O vento cala-se deixando a sala morbidamente silenciosa.
Em cima do grande sofá preto de três lugares encontra-se um telemóvel. Anuncia com um simples toque, uma mensagem.
"Estás viva?"
Estarei?

Mãos frias, cú quente, furúnculo para sempre

Tenho de concordar com o 13 dado que, a inflamação circunscrita de origem estafilocócica, em torno de uma glândula sebácea e de um pêlo, e que termina habitualmente por supuração, é extremamente desagradável!

terça-feira, 3 de março de 2009

Ass Eye Am

Pois é.
Sou eu mesmo que escrevo e foi a mim mesmo que voltou a aparecer uma borbulha no olho do cú.
Acho ridículo o facto de o corpo humano ser algo de tão complexo e fascinante que, aquando da presença de uma borbulha ou de um frunculo (e não são hemorróidas porque também já as tive), no olho do cú, ao tossir, dói-me o olho do cú; se espirro dói-me o olho do cú; ao baixar-me e levantar-me dói-me o olho do cú.
Fico com baixo astral se me dói o olho do cú.
Juro-vos que sempre associei tamanha influência geral do corpo humano ao cérebro e não ao já tão irritantemente repetido olho do cú.
Quando realmente me deveria doer o olho do cú, e aí sim, com toda a lógica, é quando vou defecar.
Mas aí já não.
Porque aí já são umas dores do caralho!

Hate o'Clock

Isto não é um O.E (ódio de estimação) porque não é um ódio de que adoro detestar.
O ódio pontual é aquele que chega ao trabalho antes de ti e te deixa desconfortável quando tu ainda apenas te levantaste mal humorado da cama.
É aquele que já odeias sem o confrontares, mas sabes que mesmo que te atrases para onde ou o que quer que seja, já "ele" está presente a comer-te a paciência e o ânimo como que células mortas que nem chegam a ser renovadas.
O ódio pontual pode aparecer em várias formas, como por exemplo: pessoas, músicas, bandas, estilos, modas etc.
O ódio pontual que aqui venho referir em particular é...melhor não dizer.
Porque se a minha gerente imagina que estou a dedicar-lhe um texto online para todos lerem e saberem de que se trata de uma pessoa odiosa como ela (aliás é ela mesmo), então aí poderia muito bem acusar-me de difamação ou até mesmo quem sabe, apaixonar-se por mim.
Por isso vou manter a pessoa em causa (a minha gerente) no anonimato.
E não é por ser chefe, porque o que acontece muitas vezes é sentirmos o já conceituado O.E pelos nossos chefes...mas é o papel deles.
Agora neste caso, digamos que é uma existência que me perturba ao ponto de transfigurar o meu estado de espírito no quotidiano do dia-a-dia.
Há algum fetiche em ser-se mau?
O bem de uns depende assim tanto do mal de outros?