domingo, 29 de junho de 2008

Toda a gente almeja qual

Toda a gente almeja qual
sinceramente, não sei quem..
gorda, magra, feliz, aberta.
eu bem tenho estado alerta..
Eu apenas quero a tal!!

Mas se a mim sempre se apresenta
alguém que não me assenta,
então, lá me sento
e deixo fugir um lamento:
" Não era para ti"!
Fodax!!
REBENTO!!

Penso:
Atira- te aquilo que podes atingir
porque
( não me foge do pensamento),
do impossível,
nunca vais querer fugir.

Realmente espero ter um dia,
algures,
sabe- se lá em que nenhures,
uma puta de uma montra..
mesmo que pelo meio lá esteja uma lontra,
essa mesma lontra,
que seja a tal,
a que toda a gente almeja qual!

E mesmo que no final
eu achar que me espalhei,
quem atrás de mim virá
bom de mim fará..
Ou ainda pior do que serei!
Quiçá..
Que se lixe!

Porque jamais me apagarei.

sábado, 28 de junho de 2008

The Regubilo Identity: O Julgamento parte 1

ULTIMA HORA

Boa tarde. Estamos aqui á porta do tribunal da Boa- Hora á espera da chegada dos intervenientes de um dos casos mais mediáticos dos últimos tempos em Portugal.
Pois é, sabem bem do que falamos.. do caso Regubilo.
Muitas linhas e muito tempo de antena foi concebido a esta que é, quiçá, a pergunta mais (im)pertinente dos últimos anos, no nosso país.
Regubilo, existe ou não existe?
Ele afirma que sim e a apoiá- lo tem uma máquina poderosa onde pontificam nomes como a Sociedade Portuguesa de Apoio á Gramática Sem- Abrigo, A Real Companhia das Sopas de Letras e muitas outras entidades.
Do lado contrário, o poderoso lobby da Sociedade Brasileira de Absorção de Toda a Língua Portuguesa, da Comunidade Portuguesa Anti- Camões e daqueles que dizem "prontos" volta e meia na frase...só porque são abrunhos!!
Esperem, esperem.. é verdade está a chegar um mercedes a alta velocidade escoltado por polícia. Só pode ser o Regubilo ou outro qualquer interveniente neste julgamento..
Está a sair do carro.
È.. è...
O Ponto de Exclamação!
Nos momentos mais mediáticos deste país, lá está ele para sublinhar o espanto de todo um povo!! e irritar o autor deste texto!
(jornalista) Ponto..Ponto
(Ponto de Exclamação) Sr. Exclamação por favor.
(jornalista) Sr. Exclamação.. é público o seu apreço e amizade pelo arguido Regubilo. Não estará aqui em defesa do seu amigo e, assim sendo, tendo uma opinião bastante tendenciosa como testemunha abonatória?
(Ponto de Exclamação) Então, mas as testemunhas abonatórias são para abonar em favor de.. certo??!!!
(jornalista) Pronto..ok. Confesso. Sou jornalista, mas é da Maria.
Voces andam- se a comer não andam?
(Ponto de Exclamação) Não confirmo nem desminto.
(jornalista) Não se vá embora. Que é isso? Uma lágrima?

Mas esperem.. mais um carro a chegar escoltado. É o advogado de acusação Adúlterio Senegaz..
(jornalista) Doutor doutor
(Adúlterio) Não vou fazer, prontos, comentários..

Não vamos ter nada dele até porque não interessa.. está a chegar o principal visado desta história.. Regubilo.
Regubilo vem a pé. Não tem policia a escoltar. Vem com phones nos ouvidos a ouvir musica num walkman a k7.
Vou tentar..chegar..ao pé dele..a confusão é muita!!
(jornalista)Regubilo!
(jornalista)Regubilo!
O Ponto de Exclamação vem choroso e dá- lhe um abraço sentido mas Regubilo ignora.
As coisas não estão boas entre os dois
(jornalista)Regubilo
(jornalista)Regubilo
(jornalista)REGUBILO!! Porra!! Tira a merda dos phone para me ouvires!!
(Regubilo) Desculpe. Mas Gloria Gaynor deixa- me sempre com pele de galinha.
(jornalista) Está pronto para enfrentar a justiça e fazer valer os seus direitos?
(Regubilo) Sim. Porque eu também tenho sentimentos. Eu não sou ser humano. Sou a 1ª, hein, a 1ª pessoa do presente do indicativo do verbo ( meu querido paizinho) Regubilar!! Não sou a 2ª nem a 3ª!! Exijo ser reconhecido pelo Dicionário Português Online e pelo novo acordo ortográfico brasileiro!!
(jornalista) E em relação á sua relacão com o mariconço do Ponto de Exclamação?
(Regubilo) Mas quais relaçao?? Já estou farto de dar entrevistas sobre isso, inclusivé para a vossa revista, já fui ás Tardes da Júlia e á Tertúlia Cor de Rosa explicar isto mas volto a dizer mais uma vez.. eu estava muuuita bebado e fui- lhe ao rabo num momento de desespero. Fechei os olhos, apaguei a luz e atirei- me de cabeça. Agora, com licença tenho uma audiência á minha espera!

Entram então todos os intervenientes deste processo no tribunal e assim que tivermos novos desenvolvimentos, voltaremos a interromper o jogo da final do campeonato do mundo de 2010 entre Portugal e Brasil.
Boa tarde

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Mentalidade

Designação da forma natural e habitual que a mente de determinado sujeito ou grupo social reage a determinadas questões, assuntos, opiniões e atitudes.
Essa mesma mentalidade está em constante reformulação, atendendo aos factores externos que nos rodeiam e que, voluntária ou involuntariamente, actuam como variáveis modificadoras da nossa maneira de pensar, de opinar, de agir. O que penso hoje sobre determinado assunto poderá ser diferente daqui a seis meses. Não digo com isto que aplicamos essas modificações de forma brusca todos os dias, em todos os princípios da nossa vida, do estilo "ontem era a favor da eutanásia, mas hoje já não". É um processo gradual. A nossa mentalidade vai-se alterando a pouco e pouco, muitas vezes sem darmos por isso, até que alguém nos diz "antigamente não pensavas assim". É um facto, é uma realidade, são consequências de vivermos em comunidade, em comunhão com os outros, as chamadas interacções sociais. Se fossemos desde cedo todos rectos nas nossas ideias e princípios não éramos nada. Se não houvesse conflito estagnávamos, pois o equilíbrio e a estagnação não traz mudança.

Acabo de ler um post num outro blog que faz referência à minha pessoa. Após a leitura do mesmo comecei a rir-me. Engraçado como as mentalidades das pessoas mudam sem elas darem por isso. Ainda há uns valentes tempos mostrou-me algo, um pequeno guião que ele próprio escreveu, algo que o deixou realizado, ou não. Sim, porque podemos fazer algo e no final dizermos "que bela merda" e com o passar do tempo deixamos esses nossos pequenos feitos auto intitulados "merdosos" numa gaveta cheia de papéis ou numa pasta esquecida no desktop, talvez tenha sido o seu caso.
Seja como for, é triste não ter objectivos de vida. Viver somente por se viver, fazer algo somente por se fazer e não explorarmos as nossas essências e capacidades, nem que seja para no final concluirmos que não prestamos naquilo ou que, pura e simplesmente, tal coisa não nos diz absolutamente nada, que foi tempo desperdiçado. Mas se não o fizermos, nunca o saberemos. Ou isso, ou morresse lentamente em frente a uma televisão com duas ganzas nos cornos e a bater punhetas.

Se aquele post é dedicado a mim então respondo porque não sou gaja de ficar calada. Tem tu juízo, pá!

Errrata

Regubilo:
Foi detectada 1 forma.
1ª pess. sing. pres. ind. de rejubilar

rejubilar

Conjugar

v. tr.,
causar muito júbilo a;

v. int. e refl.,
sentir grande júbilo;

regozijar-se.

Fonte: Dicionário Lingua Portuguesa OnLine
:D

Alguém que não me é ninguém


Apetece- me disparar palavras mas sinto que a minha mão é tudo menos uma arma.
Apetecia- me ser o Charles Manson dos blogs..ou o John Wilkes Booth, Lee Harvey Oswald ou, até na loucura, o Bin Laden ( NSA CIA FBI tou a brincar)!!
Mas disparar parece- me sempre uma palavra forte.
Discutir também.
Portanto estou a.... desabafar com o belo do teclado cinzento do pc!
E estou triste.
Mas orgulho- me disso.
Olha..
È mesmo disso que vou falar. Daquilo que me orgulho.
Orgulho- me de ter um filho
Orgulho- me de ser do Benfica
Orgulho- me de ser estupido
Orgulho- me de já ter a carta
Orgulho- me por ter orgulho
Eu até me orgulho de já ter casado mesmo que depois tenha dado em divórcio
E já que falamos nisso, orgulho- me de comprimentar na boa o actual companheiro da minha ex
Orgulho- me de gastar montes de papel quando vou á casa de banho
Orgulho- me de gostar de batatas fritas
E o que eu adoro hamburgueres com pizza e tudo o que faz mal
Orgulho- me do meu país
Orgulho- me de deixar o carro á porta do metro
Orgulho- me dos meus amigos
Orgulho- me das mijas intermináveis quando mamo cerveja
Orgulho- me de me masturbar á valente
Orgulho- me da minha família
Orgulho- me dos meus peidos matinais
Orgulho- me da musica que ouço
Orgulho- me de saber cozinhar
E bem, foda- se!!
Orgulho- me de levar na boca quando jogo pro evolution com o Manadas
Orgulho- me de saber tocar viola
Orgulho- me de cantar no carro
Orgulho- me do cheiro dos meus pés
Orgulho- me de saber passar a ferro
Orgulho- me
Orgulho- me de...nem sei
Orgulho- me só porque sim
Daquilo que sou, daquilo que fui, daquilo que ainda vou ser
Orgulho- me daquilo que nunca consegui ser
E daquilo que nunca vou ser
Orgulho- me de me orgulhar do que me orgulho
porque senão não era eu..
era outro alguém do qual eu nunca me orgulharia!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Elotórios Difamagios

Agora sim, estou bem!
Chiça (ou xiça ou chissa ou xissa) este calor dá cabo de um gajo.
Acabo de chegar a casa, tiro a roupa e como a minha saladinha de feijão frade com atum e ovo cozido, todos eles salpicados com um bocado de cebola desajeitadamente picada e ligeiramente temperados com um fiozinho de azeite e aproximadamente umas 17 a 23 gotas de vinagre de vinho tinto.
Encho um copo de gelo e preencho o restante espaço com ice tea de manga. Pena não ter cá nenhuma bebida com gás. São as minhas predilectas.
Encontramo-nos a escassos dias do dia de S.Receber, e como tal, escusado será dizer que assim como os escassos dias que faltam, também escasseia o dinheiro que tanta falta me faz...para gastar...para fazer falta.
Isto para dizer que em forma de improviso de poupança, ontem á noite antes de sair do trabalho decidi ser interceiro de uma forma simpática para com as minhas colegas ao prontificar-me voluntariamente para lhes oferecer uma garrafita de água de meio litro da serra da estrela (passo a publicidade) bem fresca que com este calor é o que melhor sabe (tirando a cerveja).
As minhas queridas colegas, satisfeitas com o meu acto generoso, lá agradeceram o meu cavalheirismo e lentamente bebericavam pequenos goles de água que praticamente nem lhes chegavam á goela.
Pareciam mais interessadas em molhar os lábios do que em matar a sede. Talvez tivessem receosas de serem acusadas de homicídio qualificado em primeiro grau, mas dois pontos (:) Primeiro podemos matar toda a sede que tivermos e sentirmos, que a lei nunca nos punirá por tal, e segundo, mesmo que fosse considerado homicídio, nunca poderia ser em primeiro grau porque com as temperaturas que se têm feito sentir, lá seria um acto criminoso para cima dos 30 graus (20 e tais á sombra).
Tudo isto me provocou uma certa ansiedade e impaciência até que, passados alguns minutos decidi agarrar nas garrafas de água que lhes ofereci e despejei o conteúdo para dentro de uns simpáticos e descartáveis copos de cartão de cor azul com o símbolo da pepsi (passo novamente a publicidade mas fazem-me falta os patrocínios).
Feito isto e agora sim a razão de ser do meu acto generoso para com as minhas colegas, agarro nas garrafas e sorrateiramente começo a enchê-las com sangria. Se a minha chefe visse lixava-me. Mas ia acabar por passar...
Ao acabar de encher as quatro garrafitas de meio litro, coloquei-as num saco plástico juntamente e de novo sorrateiramente com duas latas de 7up (passo a publicidade) para fazer a mistura.
Ok. Missão cumprida!
Agora vou ter com os meus amigos ao bairro alto e não vou gastar um tostão, trazendo comigo 2 litros de sangria, fora a 7up. Assim ainda deu mais do que dois litros. E o único dinheiro que iria gastar seria para a vaquinha para o táxi, sendo que íamos todos para o mesmo destino.
Resultado: Fomo-nos embebedar no indie bar com martinis a 2.50€...
Depois de um animado e longo diálogo com palavras enroladas pela embriagues adocicada em vaidosos copos de dois dedos de martini, três grandes cubos de gelo, um ramo de hortelã, uma meia lua de limão do tamanho de uma meia lua vista cá de baixo e uma palhinha preta cravada no líquido, constatei que a fusão do limão com a hortelã resultava numa agradável essência a eucalipto.
Provoquei o desacordo entre os meus amigos, e originou-se um debate de tal maneira interessante que ás tantas decidimos chamar o barman para avaliar por si mesmo se a minha opinião teria fundamento...
Não. O barman era simpático e estava a fazer um bom trabalho, porque enquanto servia as bebidas aos clientes, ia intervaladamente escolhendo músicas, brincando de dj e fazendo umas passagens melhores que outras, mas sempre com boas músicas de boas bandas, tais como the cramps, mão morta, morphine, joy division, ornatos violeta, echo & the bunnymen etc.
Mas também achou que eu estava errado.
Fui novamente generoso e não pedi o livro de reclamações, porque a fusão de limão com hortelã resulta na essência a eucalipto!
Vão por mim...
Passadas cerca de duas horas e meia de lá estarmos, decidimos vir embora.
Fomos comprar tabaco e lá fomos os três (éramos três) para casa do Chico que ao sair do taxi decidiu chamar nazi ao taxista.
Realmente parecia e aquilo até foi dito de uma maneira simpática mas enfim.
Entrámos em casa e continuámos a nossa alegre embriagues e desta vez sim, com a sangria!
Jogámos buzz...já agora: Chico és um batoteiro...quando não fazes batota fazes bluff e bluff é batotice.
Mesmo assim ganhaste á rasca!
Adormecemos.
Cheguei á bocado a casa, tirei a roupa e comi a minha saladinha de feijão frade com atum e ovo cozido, todos eles salpicados com um bocado de cebola desajeitadamente picada e ligeiramente temperados com um fiozinho de azeite e aproximadamente umas 17 a 23 gotas de vinagre de vinho tinto.
Encho um copo de gelo e preencho o restante espaço com ice tea de manga. Pena não ter cá nenhuma bebida com gás. São as minhas predilectas.

Desabafos Pré-Menstruais

Tenho saudades de falar com alguém que sei que me compreenderá...

Ou melhor, tenho saudades de falar com alguém que eu ache que me irá compreender...

Ou então alguém que finja que me compreende, porra!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Mel para os ouvidos



Se eu fosse gajo, ou lésbica, esta senhora não me escapava!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Diz Posição

Hoje estou bem disposto. Por isso inspiração é mentira...
Vou comer uma salada.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Vago noctívago

Noite

Deu- me agora para tentar dedicar algum tempo ao blog, já que a minha cabeça não se quer dedicar ao sono.
Queimo cigarro atrás de cigarro na esperança que isso me traga alguma inspiração..não resulta.
Tento deixar- me levar pelas palavras mas elas, dizem- me, têm mais em que pensar.
Talvez tenha sucesso com os pontos de interrogação, mas esses, não me dão respostas..só dúvidas e questões.
Os pontos finais há muito que terminaram o assunto comigo.
Viro- me para as reticências... é melhor não. Com essas fico sempre pendente.
As vírgulas, em tempos, diziam- me alguma coisa, mas não sabem parar quando devem. Apenas trazem mais assunto quando mais valia respirar.
Exclamações são prepotentes e arrogantes. Humildade não lhes serve. Têm sempre razão.
Os dois pontos andam sempre juntos, agarrados para todo o lado, sempre prontos a apontar os defeitos e feitios dos outros.
Alcoviteiros.
O ponto e vírgula são autênticas carraças agarradas aos dois pontos e não admitem que se lhe chame á atenção. Quando isso acontece são os primeiros a dizer "sou assim, ponto e vírgula".
Pensei em ligar aos parênteses mas a sua mania de se destacarem e terem sempre mais alguma coisa a dizer quando o assunto é simples, fez- me desistir.
Quando finalmente me decidi pelas aspas, lembrei- me que não passam de duas vírgulas dobradas, sempre prontas a dar outro sentido ás coisas.
Não sei que escreva.
Mais um cigarro.
Nada.
Outro cigarro. Pronto..
Acabou- se- me o tabaco!!!
E lá estão as exclamações para me fazer lembrar que não me deveria ter esquecido de comprar tabaco.
Não me devia ter esquecido ponto e vírgula..eu até me lembrei. O café é que já estava fechado.
Mas para o ponto de exclamação isso não é desculpa. Tento fazer um parenteses e explicar o meu ponto de vista e ele automaticamente coloca um ponto final no assunto.
Tão típico dele.
Típico, entre aspas, porque ele quando quer não coloca reticências em ajudar a dar ênfase ás questões. Mas desta vez mostra- se irredutível e obriga- me a fazer um parágrafo!
Cínico arrogante. Preciso de ti como preciso de erros ortográficos meu traidor!
Desaparece do meu texto! Consigo- lhe dar expressão mesmo sem a tua presença!
Não me ouve.
Não me quer ouvir.
Mudo de capítulo. Chegou o sono.
Ponto final